centro de referência em TA

Chancela permite ao centro captar recursos junto ao ministério para atuar no desenvolvimento de produtos e tecnologias voltados principalmente aos atletas paralímpicos

por ASCOM – publicado 12/11/2019
http://www.mctic.gov.br

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) formalizou no dia 6/11, em Brasília, o reconhecimento do Centro de Inovações Tecnológicas em Esportes Paralímpicos (Cintesp.Br), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), como o primeiro Centro Nacional de Referência em Inovações para o desporto paralímpico.

O Acordo de Cooperação Técnica e Científica permite a entidade captar recursos junto ao ministério e estabelecer novas parcerias para ampliar o trabalho que realiza desde 2012 no desenvolvimento de tecnologias assistivas, que ajudam pessoas com deficiência, principalmente voltadas ao esporte.

O acordo começou a ser firmado em 30 de setembro, durante participação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, no Fórum Nacional Cintesp.Br, em Uberlândia (MG). Nesta quinta-feira foi oficializada a assinatura do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, que se junta a UFU, Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) e o Cintesp.Br como signatários do documento.

O diretor do centro, Cleudmar Araújo, explica o trabalho desenvolvido pela entidade. “Temos mais de 40 tecnologias como equipamentos para treinamento muscular, avaliação do condicionamento físico, aparelhos para as modalidades paraolímpicas. São protótipos que na escala de maturidade ainda precisam ser otimizados e validados para chegar à escala da efetiva transferência de tecnologia para as pessoas. São pesquisas inovadoras que têm o cunho de resolver aquele problema mais diretamente a um custo adequado”, afirma.

A diretora do Cintesp.Br Daniela Yoshida destaca a visibilidade que o MCTIC trouxe para o trabalho do centro. “Nós nascemos pela segunda vez. Até então nós não tínhamos a visibilidade que precisávamos para apresentar as tecnologias que desenvolvemos. Isso trouxe empresas para conhecer o que está sendo feito em Uberlândia em tecnologias assistivas, traz novos parceiros ao Cintesp e faz as pessoas reconhecerem que o Brasil tem um centro de desenvolvimento de tecnologias de nível internacional”, diz.

O ministério também assinou um plano de trabalho para tecnologias assistivas. Entre as metas estão viabilizar uma rede nacional de pesquisa para o esporte paralímpico e identificar, qualificar e transferir tecnologias aplicadas a esse campo. Junto com suas entidades vinculadas, a pasta tem atuado no campo das tecnologias assistivas desde 2005. A coordenadora-geral de Tecnologias para Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais, Sônia da Costa, destaca que o resultado são mais de 300 núcleos de pesquisa na área. “O nosso ministério passou a ser protagonista desde 2005, quando lançou chamada pela Finep. Desde então são 370 núcleos de pesquisa em tecnologias assistivas e uma série de teses e dissertações. Hoje, nosso desafio é viabilizar essas pesquisas como produto”, relata.