Apresentação do banco de arremessos à árbitros e comissão técnica do CPB

Texto: Cristiane de Paula – Ascom CINTESP.Br

A apresentação do banco de arremesso, um dos projetos que estão sendo desenvolvidos pelo CINTESP.Br, aconteceu durante o Meeting Paralímpico Loterias Caixa que foi realizado, neste final de semana, em Uberlândia. Tão logo acabaram as competições do período da manhã os pesquisadores levaram o protótipo para a pista de arremesso do SESI Gravatás e convidaram os árbitros e comissão técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro para conhecerem a inovação tecnológica que, de acordo um os árbitros vai impactar e mudar a cultura do paratletismo mundial.

O banco multi-regulável que está na fase final de testes,  está sendo projetado para a modalidade paralímpica do arremesso de peso, dardo, disco e club. O banco apresenta como inovação diversas regulagens que permitirão configurar as posições do assento para atender à necessidade de cada paratleta, de acordo com a deficiência, possibilitando melhorar a performance. “Em um dos testes com os paratletas fizemos uma inclinação no assento de apenas 3 graus e eles perceberam a diferença e adoraram”, disse Leandro Garcia, pesquisador do CINTESP.Br e treinador de paratletlismo equipe APARU/Futel. “Com todas essas possibilidades de ajustes poderemos ter um grande impacto no aproveitamento dos arremessos com a conquista de novos índices”, completa Marcelo Novello, árbitro internacional há 30 anos.

Outro aspecto inovador do banco de arremesso será o uso universal, por permitir configurações de ajustes diferentes, o modelo desenvolvido pelos pesquisadores do CINTESP.Br, tem como meta atender todos so paratletas. Atualmente cada paratleta precisa levar seu próprio equipamento para treinar e para competir exigindo a troca de banco em cada prova. “E o impacto vai ser em favor da divulgação do paraesporte já que favorecerá na transmissão das provas que terão menor tempo de intervalo entre uma apresentação e outra, oferecendo maior tempo de exibição, é bom pra mídia, pro patrocinador, pro público que terá uma competição mais motivante, mais dinâmica, vai ser bom pra todo mundo”, comentou Marcelo, árbitro do CPB.

A apresentação foi em caráter extraoficial, serviu para a comissão técnica e árbitros do CPB, que participaram do Meeting de Uberlândia avaliarem o protótipo e contribuírem com os pesquisadores oferecendo mais informações para essa fase final de fabricação. “É tudo que o Comitê Internacional de Paratletismo já vem pedindo, sugerindo e poderemos aqui sermos os primeiros em apresentar uma solução para uso mundial”, disse Júlio Trigo da comissão de eventos do CPB.

O projeto do banco de arremesso já está em fase final de ajustes para fabricação, “nós estamos planejando apresentar o banco ao Comitê Paralímpico ainda este ano no Meeting da Caixa que acontecerá em São Paulo, disse Silvio Santos, pesquisador do CINTESP.Br.

Mais superação e novas marcas no Meeting Paralímpico Loterias Caixa

O Meeting em Uberlândia teve a participação de 126 paratletas sendo 102 da cidade e a confirmação de nomes já revelados no para halterofilismo. O destaque foi Valéria Alves, do Clube Desportivo para Deficientes de Uberlândia (CDDU)/ Praia/ Futel. Na categoria até 86 kg, ela conquistou o ouro levantando com 82 kg na barra. Valéria tem 20 anos de idade, esta é a segunda competição oficial que participa e já superou a marca  de 78kg que a classificou para o Mundial que acontece na Geórgia. “Estou muito feliz, um sonho, sonhei muito e consegui. Antes mesmo da minha primeira competição eu consegui uma vaga para o Mundial”, disse Valéria em entrevista ao CPB.

No paratletismo o destaque foi Rodrigo Parreira (classe T36) no salto em distância. Ele saltou 5m80, superando os 5m76, recorde paralímpico, registrado em Tóquio. Rodrigo compete pela Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (APARU).

 

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