Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado ficará no CT Paralímpico, em SP, até sábado, 28. Foto: Divulgação CBVD

Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado ficará no CT Paralímpico, em SP, até sábado, 28. Foto: Divulgação CBVD

A volta da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei Sentado ao Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro é primordial para o aperfeiçoamento e preparação das atletas que vão competir nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em agosto deste ano.

Boa parte das atletas que hoje compõem o time, assim como a comissão técnica e a equipe da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) se fazem presentes no CT durante toda esta semana, de 21 a 28 de fevereiro, para a realização de treinos intensos e diários.

Segundo o técnico da seleção, Agtonio Guedes, a logística do CT não só facilita o desenvolvimento dos treinos, como ajuda e muito no rendimento das jogadoras. “O CT é muito importante para todos os esportes paralímpicos, especialmente para o voleibol sentado. Aqui não gastamos tempo com mobilidade do hotel pro local de treino, e isso faz com que o tempo de descanso das atletas seja maior. Consequentemente, elas ficam mais preparadas para a alta carga de treino que programamos para esses dias”, conta.

O Centro de Treinamento oferece tudo em um só lugar, como alojamento, quadra, restaurante, academia e piscina para recovery. “Estamos muito felizes com o retorno e a realização dos nossos treinos de forma sistematizada. Em janeiro, trabalhamos em Aracaju e menos de um mês depois estamos novamente reunidos. Essa continuidade que o Comitê Paralímpico Brasileiro e a CBVD estão proporcionando é muito importante para a Seleção do vôlei sentado”, acrescenta Guedes.

Ainda de acordo com o técnico, a previsão é que o time continue com a fase de treinamentos mensal até julho. “Estamos num processo de evolução, ainda na segunda fase pós-pandemia. A partir de agora, naturalmente, elas vão evoluir nos quesitos técnicos, táticos e físicos. O foco desta semana está no nosso sistema ofensivo, levantamento, ataque e, principalmente, passe”, explica Agtonio Guedes.

Para a jogadora Laiana Rodrigues, fazer parte da seleção brasileira e ter sido convocada para esse intensivão é muito gratificante. Além de que, as fases de treinos no CT são indispensáveis e se fazem necessárias nesse momento. “Tivemos aí um bom tempo sem treino de quadra tendo que ficar em casa. Mas, durante esse período, adaptamos nosso ambiente para poder fazer os treinamentos cognitivos e algumas coisas relacionadas a técnica. Recebemos toda assistência mesmo de forma virtual, então, deu pra suprir”.

Durante toda esta semana da 2ª fase de treinamento 2021, são realizados dois treinos diários com bola na quadra. “Normalmente, treino quatro vezes por semana num tempo de três horas cada. Tem também toda uma preocupação em se alimentar e estar bem psicologicamente, para que a gente possa ter um bom desempenho em quadra”, observa a atleta profissional Laiana.

Para outras meninas que sonham em fazer parte da seleção brasileira, ela aconselha: “Não desistam! A gente ainda tem poucas atletas no Brasil porque falta mais coragem de ousar e acreditar que esse sonho é possível. Ter o esporte como carreira é muito especial pra mim, é maravilhoso, e foi sempre um sonho desde adolescente. Hoje, a maior vontade e desejo é conquistar a medalha de ouro”, finaliza Laiana Rodrigues.

*Com informações da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD)

FONTE: Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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